A mensagem | vol.4

Nascemos para interpretar palavras
E outras tantas frases criadas
Para nos tornar pessoas parvas
E por vezes surgem sentimentos,
Medos e tantos tormentos,
Que nos tornam pouco mais que menos.
Acham esses Homens, sinto,
Que têm o direito de não se ofender.
Pensam deslumbrados esses Homens, sinto,
E acham-se capazes de não morrer.
Agem tenazes para não se perder,
Mas perdem-se sem as verdades ver.
Não sou igual a esses Homens, minto,
Também caminho direito a morrer
E ainda me condeno a viver
Prisioneiro de só eu me saber.
Viver neste mundo sem ser rabugento
E sem gritar o que se tem no ventre
A mim só me deixa atormentado,
Mas tento nunca me resignar por dentro
A algemas que me deixem acomodado.
Se é para ser algo incomodado
Que seja por uma crescente vontade
De ver o mundo com o alvo virado
A um futuro que seja sempre passado
A fazer sorrir os que mal têm passado.
Porque é que foram os humanos
Gerar esta sociedade
Se já somos todos obrigados
A lidar com a saudade?
E porque é que correm os humanos
Atrás de histórias de nada
Se já vivem todos fartos
Desta rocha abandonada?
Só queria que fossem os humanos
A criar credibilidade.
Se já existem tanto parvos
Porquê dar continuidade?

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A mensagem | vol.4

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