Grito

Se a minha terra natal “então” estranha
E acaba por ser um mero “atão” que entranha,
O que vivo eu se não uma artimanha
A que hoje chamam vida e amanhã
Vale pouco mais que uma chama
Que faz da chuva a sua cama?

O Homem inventa Deuses numa semana
E agora esquece-se e os feitos destes declama.
Eu quero é que o mundo lave da sua cara a lama
Que impede os miúdos de nascer sem alma,
Porque quem nasce no meio da eterna trama
Terá sempre muito porquê que não se acama.

Porque é que se fez da mulher uma dama
E o Homem só vai quando por ele se chama?
Porque é que do vender se fez uma cama
Se a fé do trabalho só nos engana?
E porquê tentar entender de forma profana
Se o mundo só está de pé quando se ama?

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