ESCadaS do Inferno

Eu nas
Praxes e nas
Quintas-feiras,
Parvo fui, mas
Vi que até nas
Artes mais puras
Há almas sujas.
Criei eu por lá, meras
Esperanças e deveras
Que as lembranças, essas,
Para além de tantas, são peças
De interditas remessas,
Mas que para a vida levas.
E lá fui eu, bobo e de mangas arregaçadas
Para tentar encaixar entre almas ameaçadas,
Mas só vi eu, todo um leque de escolhas erradas
E saí a acenar com as malas arrumadas
Para rumar a uma vida sem cartas seladas
Porque só não vive quem lê bíblias sagradas.

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