Alma nua

Em 95 cheguei e vi a rua
E o meu olho viu-a
Com um brilho de pura
Abstinência de faces impuras.
Quero não ter de seguir a tua
E mesmo que a minha loucura
Me afaste de onde se agrupa,
Quero não ter de tentar uma
Vontade de outro porque crua
É a minha ansiedade futura.
Chamam a vida de puta
E resignam-se incultas
As pessoas e a multa
É uma verdade obscura
Onde a minha ocupa-
Ção é menos que nula.
Quero uma vida onde “puta”
Não seja o que se rotula
À mulher que vive astuta
E aproveita pudica
Essa vida que é única.
Levem-me então p’ra lua
Para que a minha alma nua
Possa desfrutar da sua.

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Alma nua

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